“No contexto do Dia Internacional da Mulher, a Carmita Ribeiro analisa como o protagonismo feminino reposicionou planejamento e segurança como valores centrais do setor”
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Levantamento da Organização Mundial do Turismo aponta que mulheres influenciam ou decidem mais de 70% das decisões relacionadas a viagens no mundo, um dado que ajuda a explicar a mudança no perfil do setor.
Modelos orientados por curadoria, experiência e autonomia
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| Carmita Ribeiro |
Esse protagonismo tem
impulsionado a transição de um turismo baseado em volume e padronização para
modelos mais orientados por curadoria, experiência e autonomia. Nesse cenário,
a empresária e curadora Carmita Ribeiro, criadora do projeto Mala Vermelha
pelo Mundo, acompanha de perto a evolução do comportamento da viajante
contemporânea, marcada por decisões mais estratégicas e conscientes. “Viajar
passou a ser uma extensão das escolhas que a mulher faz na vida. Não se trata
apenas de ir, mas de como ocupar o mundo com propósito, segurança e
consciência”, afirma.
A mudança de comportamento
indica que viajar deixou de ser um ato conduzido por padrões rígidos para se
tornar uma decisão estratégica. De acordo com Carmita, que acumula vivência
direta em mais de 65 países, organizar o roteiro, entender o contexto cultural
e antecipar deslocamentos passou a representar liberdade e melhor uso do tempo.
“O luxo não está na improvisação. Ele está na capacidade de escolher com
critério, sabendo exatamente onde está pisando”, diz.
Planejamento como ferramenta de liberdade
A valorização do planejamento aparece como um dos principais efeitos da presença feminina no turismo atual. Em vez de pacotes genéricos, cresce a busca por experiências personalizadas, construídas a partir de conhecimento real do destino. Para a curadora, esse movimento está diretamente ligado ao desejo de autonomia. “Quando a experiência é bem pensada, a mulher se sente segura para explorar, observar e viver o lugar com mais presença”, afirma.
Essa mudança também dialoga
com a rejeição a modelos padronizados que desconsidera o ritmo individual e o bem-estar
de quem viaja. O turismo de experiência surge, nesse contexto, como resposta a
um consumo mais criterioso, que valoriza profundidade em vez de quantidade.
Segurança e curadoria autoral
Um dos pilares dessa
transformação é a segurança, tema central nas decisões femininas. Carmita
Ribeiro, que consolidou sua atuação no turismo de alto padrão após 12 anos à
frente de uma pousada de charme em Pernambuco, destaca que o acesso à
informação qualificada amplia a independência da viajante. “Planejar é um ato
de cuidado. A previsibilidade permite relaxar e aproveitar de verdade”, avalia.
Segundo ela, a curadoria
baseada em vivência direta diferencia o turismo de experiência da simples
exposição de destinos. “Conhecer o lugar em campo permite antecipar riscos,
entender nuances culturais e garantir autenticidade. Isso muda completamente a
relação com a viagem”, diz.
Consumo consciente e novos ciclos
No contexto do Dia
Internacional da Mulher, o protagonismo feminino no turismo revela uma face
importante do consumo consciente. Ao escolher destinos com olhar crítico sobre
cultura e gastronomia, a viajante influencia toda a cadeia do setor,
pressionando por serviços mais responsáveis e alinhados a valores reais.
Para Carmita, o futuro do turismo de luxo é feminino e focado em repertório. “A autoridade hoje é construída em campo. A mulher que viaja quer se conectar com histórias reais e retornar com mais do que fotos, mas com memória e qualidade de vida”, finaliza.



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