sexta-feira, 20 de março de 2026

Mês da Mulher - Ecoturismo no Brasil impulsiona viagens solo de mulheres com planejamento e rede de apoio

 “De Roraima ao Jalapão, seis viajantes do Brasil e do mundo mostram como explorar a natureza sozinha pode ser uma experiência transformadora”

Mariana

“A sensação pode ser um pouco amedrontadora, mas é libertadora. Hoje eu me conheço mais porque me permiti conhecer outras pessoas.”

Foi assim que a engenheira baiana Mariana Sampaio (26) definiu sua experiência ao viajar sozinha pelo Vale do Pati, na região baiana da Chapada Diamantina, e pela Amazônia. O medo inicial existiu e foi justamente enfrentá-lo que transformou a jornada em um marco pessoal.

Para muitas mulheres, a ideia de viajar desacompanhada pelo Brasil desperta preocupações com a solidão e com a segurança. No entanto, um movimento crescente dentro do ecoturismo nacional vem mostrando que, com planejamento, escolha criteriosa de roteiros e apoio de empresas e comunidades locais, é possível transformar a viagem solo em uma experiência estruturada, acolhedora e de autonomia.

Neste Mês da Mulher, o Planeta EXO, plataforma de ecoturismo sustentável, reuniu relatos de mulheres que optaram por explorar a natureza brasileira sozinhas e que não se arrependeram da experiência. Pelo contrário, querem dividir sua  vivência e encorajar outras mulheres a seguir o exemplo delas.

Fazer uma viagem solo não é estar sozinha

Olívia Bird

Um dos principais mitos da viagem solo é a solidão. Na prática, muitas mulheres relatam o oposto e contam que ficaram mais abertas a novas conexões.

Quando a ecóloga neozelandesa Um dos principais mitos da viagem solo é a solidão. Na prática, muitas mulheres relatam o oposto e contam que ficaram mais abertas a novas conexões.

Quando a ecóloga neozelandesa Olivia Bird (24) decidiu subir o Monte Roraima, temeu ser a única estrangeira no grupo. O receio se dissipou rapidamente ao ser acolhida por outras brasileiras viajando sozinhas e ao conviver com mulheres indígenas que atuavam na expedição.

“Há outras mulheres fazendo o mesmo, você não precisa se sentir sozinha”, afirma.

A trilha, relatam as viajantes, cria laços imediatos — entre visitantes, guias e comunidades locais.

Estrutura faz diferença para quem se preocupa com segurança 

Samantha Sage

A preocupação com a segurança no Brasil é real, mas a realidade dos destinos de natureza surpreende. A bióloga alemã Kristina Wagner (44) fez um bom planejamento antes de explorar a Amazônia e o Pantanal.

“Eu me senti segura o tempo todo. As pessoas estavam sempre tentando me ajudar”, relata. Ela destaca que a tranquilidade veio da decisão de viajar com operadores experientes e guias locais, que conhecem rotas, protocolos e dinâmicas regionais.

O mesmo ponto é reforçado pela norte-americana Samantha Sage (34), que visitou o Jalapão (TO) e a Amazônia. “Os guias fazem toda a diferença. Viajar solo me ajudou a construir confiança na minha própria personalidade.”

A natureza como respiro e sem limite de idade

Andreia Yamasaki

Para a gerente de marketing paulistana Andreia Yamasaki (35), inserir-se na natureza é uma necessidade de saúde mental em meio às pressões do dia a dia. "É um respiro. Eu não vou deixar de ir a um destino só porque não tenho companhia", afirma.

A busca por esse respiro não tem limite de idade. A psicoterapeuta holandesa Katharina Bongaertz (60) é a viajante mais frequente do Planeta EXO. Depois de criar três filhos e consolidar sua carreira, ela encontrou no Brasil um novo capítulo da paixão por viajar. Já escalou o Pico da Neblina ao lado do povo Yanomami. "É importante desafiar a si mesma e encontrar novas fronteiras em todos os níveis.”

Guia prático do Ministério do Turismo e conselhos de quem já colocou o pé na estrada

No dia 5 de março, o Ministério do Turismo lançou um guia inédito para mulheres que viajam sozinhas. A partir de uma pesquisa realizada entre agosto e setembro de 2025, mais de 2.700 mulheres de todos os cantos do Brasil foram entrevistadas para a elaboração do material.

Além de reunir recomendações referentes à segurança e aproveitamento geral da experiência, o Guia para Mulheres que Viajam Sozinhas também mapeou diferentes perfis, incluindo mulheres maduras, mães que viajam com seus filhos e entusiastas de ecoturismo, gastronomia, bem-estar, etc.

Com base na experiência de desbravar destinos naturais pelo Brasil, as mulheres que compartilharam suas histórias nesta reportagem também deixam alguns conselhos para outras aventureiras que desejam viajar sozinhas:

1.      Aplique a “Regra dos 10 Minutos” (Andreia)
Permita-se reclamar por 10 minutos diante de um imprevisto. Depois, siga em frente.

2.      Vá com medo mesmo (Mariana)
O receio é natural. O importante é diferenciar medo real de paralisia mental.

3.      Priorize estrutura e guias locais (Kristina e Olivia)
Escolher operadores comprometidos com turismo responsável aumenta a segurança e fortalece a economia local.

4.      Esteja aberta ao improviso (Samantha)
Imprevistos fazem parte da experiência e, muitas vezes, se tornam as melhores histórias.

 Fotos lucaspinelli Samantha Sage  @sage_gonewild

                                                              

quarta-feira, 18 de março de 2026

Mes da Mulher - Aventura não tem idade: mulheres 50+ quebram estereótipos e provam que não há fronteiras para explorar o planeta

 “De expedições imersivas na Amazônia a trekkings no Himalaia, viajantes mostram que esta fase da vida traz a liberdade e a confiança ideais para explorar a natureza selvagem

Esqueça a ideia de que o turismo de natureza extremo é exclusividade dos mais jovens. Cada vez mais, mulheres acima dos 50 anos estão calçando botas de trilha, arrumando mochilas, desbravando montanhas, fazendo safáris e mergulhando em expedições remotas. Essa tendência já foi percebida pelo mercado de turismo, que se adapta para oferecer roteiros que permitam a essas mulheres vivenciarem grandes aventuras.

E no PlanetaEXO, plataforma especializada em viagens sustentáveis,  viajantes mulheres  + 50 são cada vez mais frequentes. Seja pela independência conquistada após a criação dos filhos, pela estabilidade financeira ou pela simples vontade de desafiar os próprios limites, elas encontram no turismo de aventura uma fonte inesgotável de liberdade, autoconhecimento e conexão. Conheça as histórias selecionadas pelo PlanetaEXO de três mulheres que mostram como a maturidade é, na verdade, o passaporte perfeito para a aventura.

A holandesa de 60 anos que se apaixonou pelo Brasil

Katharina Bongaertz, uma psicoterapeuta holandesa de 60 anos, planejava passar apenas um mês no Brasil durante um período sabático em 2023. Porém, a cultura vibrante e as paisagens a cativaram de tal forma que ela acabou ficando quatro meses. Foi assim que Katharina se tornou a viajante mais frequente do PlanetaEXO. Em três anos, ela coleciona sete expedições na natureza brasileira.

Ela já caminhou pelos platôs do Monte Roraima, explorou as dunas dos Lençóis Maranhenses, mergulhou nas selvas profundas da Amazônia e conquistou o Pico da Neblina, o ponto mais alto do Brasil. Sobre esta última aventura, ela relembra: “Foi uma experiência incrível. Caminhei ao lado de guias Yanomami e passei 10 dias imersa na rotina deles, dormindo em redes.”

Em uma rotina na Europa que envolve ouvir pacientes em um consultório, a natureza oferece o contraste ideal para Katharina: vastidão, sabedoria e ausência de cercas e grades. Ela é categórica ao afirmar que a vida ao ar livre a transformou: “Acho que sou muito mais aventureira hoje do que era nos meus 20 ou 30 anos. É importante se desafiar, encontrar novos horizontes e ultrapassar fronteiras”.

Katharina já está com a próxima viagem ao Brasil programada. Seu próximo destino? O Pantanal, em busca das onças-pintadas.
 

Exploradora brasileira aponta idade como vantagem estratégica


Luciana Brandão Palma Javaroni, cirurgiã plástica carioca de 55 anos, também é uma colecionadora de destinos de peso. Sua lista inclui Atacama, Patagônia, Jalapão, Lençóis Maranhenses, Pico das Agulhas Negras e sua grande paixão, a Chapada dos Veadeiros, onde já esteve três vezes.

Para Luciana, a idade não é uma limitação, mas uma fase de vantagens estratégicas. “Meus filhos já estão grandes, então não tenho essa preocupação. Além disso, a tecnologia e os meios de comunicação hoje nos dão muito mais segurança”.

Luciana destaca também a importância do planejamento e a escolha de bons guias, para ela são a chave para o sucesso. Prova de sua vitalidade foi a conclusão da temida Travessia da Serra Fina, na tríplice divisa de São Paulo, Minas Gerais e Rio de Janeiro, que normalmente dura quatro dias, em apenas dois, enfrentando ventanias e muito cansaço, mas com segurança.

Seu recado para mulheres que temem se aventurar é prático e direto: “Não tem por que se privar de realizar seu desejo por medo. Existem profissionais que asseguram a infraestrutura. Comece por um destino de aventura perto de você. Dê-se isso de presente e vá ganhando confiança para passos maiores”.

 

Mãe e filho no teto do mundo: conexão e ritmo próprio no Nepal

A arquiteta paulista Mila Ricetti, de 56 anos, já havia cruzado o Vale do Pati, na Bahia, e rodado 10.000 km na garupa de uma moto pela Patagônia, quebrando tabus pessoais e descobrindo a potência feminina nas estradas. Mas foi em outubro de 2025 que ela viveu uma de suas maiores aventuras. Fez o trekking de Mardi Himal, no Nepal, acompanhada de seu filho Lorenzo, de 24 anos.

Apesar do receio inicial com o próprio preparo cardiovascular para as subidas intensas do Himalaia, Mila encontrou na jornada o equilíbrio perfeito entre esforço e acolhimento. “Fui no meu ritmo. Eu não tinha a expectativa de que precisava fincar a bandeira lá no topo, mas cheguei e vi o nascer do sol de lá. Foi surpreendente e me fez muito bem perceber que posso contar com o meu corpo”, compartilha.

Mila ressalta que a maturidade traz a resiliência para entender que o desconforto temporário (como a ausência de banho quente em grandes altitudes) faz parte da experiência e é imensamente recompensado pelas paisagens de tirar o fôlego. “O preparo mental é fundamental. A coragem serve para quebrar barreiras. Se jogar e entender as nossas possibilidades empodera a gente e empodera outras pessoas”.

Fotos: divulgação 
PlanetaEXO

segunda-feira, 16 de março de 2026

No turismo sustentável mulheres lideram e ditam tendências

 “Tanto entre viajantes, como entre as lideranças comunitárias, mulheres ditam direcionamentos  em um turismo que gera impacto positivo”

No Brasil, as mulheres representam cerca de 34% do total de pessoas empreendedoras, de acordo com dados do Sebrae baseados no Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), mas no turismo sustentável esse número chega a 44%. Já entre os viajantes, segundo o relatório de impacto da Vivalá Turismo Sustentável no Brasil, 70% de seus clientes declaram ser do gênero feminino. 

A busca por relações mais justas no turismo sustentável é um dos motivos que favorece a presença de mulheres. “Os dados do relatório mostram que o turismo responsável contribui para a redução das desigualdades de gênero, o que indica um modelo mais inclusivo e que promove empoderamento. 

Já no modelo tradicional, as mulheres tendem a ocupar funções mais operacionais, enquanto os cargos de decisão e visibilidade seguem majoritariamente masculinos. 

Do ponto de vista das viajantes, o turismo comunitário costuma oferecer ambientes mais acolhedores, seguros e sensíveis às questões de gênero, enquanto o modelo tradicional nem sempre considera essas dimensões de forma intencional”, destaca Mariana Oliveira, coordenadora de operações da Vivalá. 

A tendência é que os números aumentem ainda mais, principalmente no turismo de base comunitária, que combina geração de renda local, imersão cultural e valorização das pessoas locais. O grande contraste, quando comparado a outros setores e até mesmo ao modelo tradicional de turismo, ajuda a explicar por que o turismo sustentável pode ser uma frente poderosa no atendimento da equidade de gênero, que é um dos Objetivos do Desenvolvimento Sustentável (ODS) definidos pela Organização das Nações Unidas (ONU) na Agenda 2030.

Liderança feminina na Amazônia inspira modelo de turismo comunitário

Um dos exemplos de liderança feminina no turismo de base comunitária nasceu às margens do Rio Negro, que banha o Amazonas e é o maior rio de águas pretas do mundo. Horenilde da Silva Gomes, conhecida como Nilde, CEO da Caboclo’s House Ecolodge  e cresceu no Lago de Acajatuba, localizado a 70 km de Manaus (AM), ao lado de 13 irmãos. Hoje ela comanda uma hospedagem considerada top 1% das melhores do mundo, segundo o TripAdvisor e afirma que a floresta faz parte de tudo isso. “Eu tinha uma família enorme, então a casa sempre estava cheia. Muitas vezes, eu e minhas irmãs mais velhas tínhamos que cuidar dos mais novos para ajudar meus pais, e foi assim que aprendi desde cedo sobre responsabilidade, união e resiliência. Acho que toda a realidade daquele lugar foi transformadora: a floresta, o rio, a sabedoria popular e a vida comunitária moldaram quem sou”, afirma. 

O turismo entrou em sua vida quando seu pai recebia visitantes na Casa de Farinha da família e mostrava todo o processo da mandioca, enquanto sua mãe ensinava o poder das plantas com a medicina natural. Em 2005, trabalhou em um hotel de selva e viu de perto a força do turismo e o impacto da floresta nos viajantes. “Senti que havia um caminho para mim, mostrar a Amazônia, ensinar nossos modos de viver e criar um legado baseado na sabedoria ancestral”, conta. No ano seguinte, Nilde, junto com seus pais, comprou um flutuante e abriu um restaurante, mas logo perceberam que não era aquilo. 

Com a venda do flutuante, adquiriram um terreno e abriram um novo restaurante com quartos duplos. “Foi nesse momento que nasceu a Caboclo’s House, um projeto familiar ribeirinho liderado por mulheres. A cada ano, com esforço e dedicação, construímos mais um pedacinho, sempre com a esperança de receber bem nossos hóspedes. O começo, no entanto, foi muito difícil. As dificuldades financeiras eram grandes, era complicado encontrar mão de obra, e ser mulher empreendendo na região também não era simples”, conta Nilde. 

Apesar das dificuldades, e enquanto o turismo caminhava a passos lentos na região, em 2017, a empreendedora conheceu uma viajante que, ao passear pelo hotel, as conectou com um grupo de outras pessoas interessadas na experiência. Foi então que a comunidade passou a ter novos horizontes, especialmente pela conexão com a Vivalá. “A Vivalá fomenta o turismo e instrui as pessoas da comunidade a não perderem sua essência. Com o tempo, vieram também o reconhecimento e os prêmios. Fui homenageada como mulher empreendedora e pelo meu trabalho de base comunitária. Hoje, ver o hotel ser reconhecido entre os melhores hotéis do mundo é mais que um título, é a prova de que um sonho improvável deu mais do que certo”, ressalta Nilde. 

União de mulheres empreendedoras

Nilde não apenas vive do turismo sustentável, como incentivou outras mulheres a se desenvolverem e buscarem seu espaço. “Junto com a estruturação do hotel, empreendedores locais surgiram, atrativos foram criados, e todos descobriram que só precisavam de oportunidade para florescer. Entre tantas histórias, uma que me toca muito é a da Sueula, do Cheiro da Floresta, que produz cosméticos naturais amazônicos. Incentivei ela a acreditar no seu talento e hoje ela é uma empreendedora de sucesso, vendendo seus produtos e oferecendo oficinas para hóspedes de hotéis da região”, cita.

A história da Sueula Teixeira Andrade, fundadora do Cheiro da Floresta, se mistura com a chegada da Vivalá na região. Segundo a empreendedora, a empresa passou a existir quando o negócio social ofereceu mentorias de empreendedorismo na comunidade. “Para mim e para o meu desenvolvimento, foi muito importante, porque eu aprendi muita coisa, como lidar com o meu dinheiro e com o meu negócio. As trocas que eu tive fizeram com que eu crescesse pessoalmente e com que eu visse o potencial que eu tinha das minhas mãos”, conta Sueula.  

Os produtos artesanais são produzidos e comercializados pela empreendedora, que destaca que já tinha contato com ervas e óleos por conta de seus ancestrais, que a ensinaram a cuidar da floresta. Mas foi com a mentoria e as capacitações que ela passou a ver aquela paixão como um negócio rentável. “Eu comecei a estudar e a ver que é um mundo muito grande e, por incrível que pareça, a matéria prima está no meu quintal. Hoje faço vários produtos, mas a cosmética natural realmente mudou minha vida e o turismo de base comunitária fez com que a gente se fortalecesse”. 

Suela também ressalta a importância do apoio feminino para o fortalecimento da comunidade e dos negócios. “Eu vejo hoje que nós mulheres somos uma grande força aqui dentro. A maioria dos empreendimentos que temos de turismo de base comunitária e sustentabilidade, quem gesta é uma mulher, de pousada a pequenos empreendimentos. Eu acho que nós mulheres nos fortalecemos muito e nos juntamos para viver isso e mostrar que cada uma de nós somos capazes, mesmo com os desafios da vida e com tudo que acontece. É um modelo muito bom de trabalho que a gente vive e o fortalecimento da comunidade para mim também é muito grande”, conclui. 

Mulheres em campo aumentam a sensação de segurança

Mais do que entender a importância das mulheres ocuparem cada vez mais lugares, é importante incentivar. “A Vivalá fortalece a autonomia econômica das mulheres ao gerar oportunidades de renda justa por meio do turismo comunitário e ao apoiar iniciativas locais onde muitas mulheres já atuam na gestão e coordenação. Ao conectar comunidades ao mercado do turismo responsável, contribuímos para a valorização do trabalho feminino, o aumento da renda e o fortalecimento do papel das mulheres na cadeia como um todo”, comenta Mariana. 

Atualmente, cerca de 80% dos destinos da organização contam com ao menos uma mulher no time de campo, e a tendência é que o número se expanda nos próximos anos. Uma das parceiras Vivalá, que atua como guia, é Mônica Azevedo Rodrigues, especialista em ecoturismo. “Sendo guia de turismo e mulher, sei exatamente onde estão as dores e receios de outras mulheres. Isso já me deixa bem à frente dos profissionais homens, nesse quesito. Conheço profissionais do sexo masculino que são incríveis e muito empáticos. Ainda assim, há algo singular na experiência de compartilhar determinadas vivências com outra mulher — a sensação de ser compreendida não apenas pela escuta atenta, mas pelo reconhecimento genuíno de um lugar de fala compartilhado”, conta.

Mônica é guia de turismo nacional e atua com a Vivalá há cerca de um ano, no roteiro para a Chapada dos Veadeiros (GO). Segundo ela, ao guiar mulheres os desafios são maiores. É importante garantir para a viajante que ela esteja em um ambiente seguro e acolhedor, principalmente quando o grupo precisa lidar com outros prestadores de serviço homens. A guia afirma que a presença de lideranças comunitárias femininas durante as viagens é um ato de empoderamento e que passa confiança. 

“Dentro do meu conhecimento, principalmente como viajante, que é algo que sempre amei, percebo uma crescente no número de mulheres que querem incentivar outras mulheres a viver mais, a fazer viagem solo, a viver sem necessariamente ter alguém (homem ou mulher) do outro lado, que não há nada errado em fazer as coisas sozinha, até porque muitas vezes não temos a companhia e o tempo passa. A vida corre rápido demais para esperar o momento ideal para ir atrás do que se quer. Então o que vejo é isso, mulheres tomando a frente nas próprias escolhas e boa parte delas, cuidando para que essa escolha seja a melhor e mais segura possível”, destaca. 

Para a viajante Rita Alves, se sentir segura durante todo o roteiro fez a diferença. “Estive na Amazônia, em comunidade ribeirinha, em área de preservação ambiental, vivendo uma experiência real de contato com a natureza e com pessoas profundamente conectadas ao território. Um lugar conduzido por mulheres e homens fortes, afetuosos e respeitosos com a floresta — e isso não é acaso, é escolha de rota, de ética e de visão. Mas desde antes da viagem, já deu pra sentir o compromisso e a responsabilidade com cada detalhe: a equipe realizou uma reunião prévia para apresentar o cronograma, alinhar expectativas, explicar o roteiro e nos preparar para a vivência. Isso fez toda a diferença. Me senti segura, respeitada e muito bem acompanhada”.

Sobre a Vivalá 

A Vivalá é referência em turismo sustentável e programas de impacto socioambiental positivo, atendendo pessoas físicas e algumas das maiores organizações do país, com agendas de inovação, bioeconomia, tecnologia, cultura tradicional e responsabilidade social, promovendo experiências que buscam ressignificar a relação que as pessoas têm com o Brasil. Atualmente, a Vivalá atua em 30 operações nos biomas da Amazônia, Cerrado, Caatinga, Mata Atlântica, Pampa e Pantanal, em conjunto com mais de 1.600 famílias envolvidas na operação. 

Com 17 prêmios e reconhecimentos nacionais e internacionais da Organização Mundial do Turismo, ONU Meio Ambiente, Braztoa, Embratur, Abeta, Fundação do Grupo Boticário, Yunus & Youth, entre tantos outros. A Vivalá tem uma operação 100% carbono neutro e é uma empresa B certificada, tendo a maior nota do setor no Brasil e a 7ª maior no mundo. Até o final de 2025, a Vivalá já contava com mais de 6 mil clientes, além de ter injetado mais de R$ 8,5 milhões em economias locais por meio da compra de serviços de base comunitária. Para mais informações, acesse: https://www.vivala.com.br/

 fotos:divulgação Vivalá

sexta-feira, 13 de março de 2026

Mês da Mulher :Mulheres decidem 70% das viagens no mundo e lideram transformação no turismo de experiência

“No contexto do Dia Internacional da Mulher, a Carmita Ribeiro analisa como o protagonismo feminino reposicionou planejamento e segurança como valores centrais do setor” 

                                                                                      
As conquistas femininas das últimas décadas alteraram não apenas a dinâmica social  e econômica,   mas também a forma como as mulheres consomem, decidem e se relacionam com o turismo. Esse movimento reflete diretamente no mercado global de viagens, hoje fortemente influenciado por escolhas femininas.

Levantamento da Organização Mundial do Turismo aponta que mulheres influenciam ou decidem mais de 70% das decisões relacionadas a viagens no mundo, um dado que ajuda a explicar a mudança no perfil do setor.

Modelos orientados por curadoria, experiência e autonomia

Carmita Ribeiro

Esse protagonismo tem impulsionado a transição de um turismo baseado em volume e padronização para modelos mais orientados por curadoria, experiência e autonomia. Nesse cenário, a empresária e curadora Carmita Ribeiro, criadora do projeto Mala Vermelha pelo Mundo, acompanha de perto a evolução do comportamento da viajante contemporânea, marcada por decisões mais estratégicas e conscientes. “Viajar passou a ser uma extensão das escolhas que a mulher faz na vida. Não se trata apenas de ir, mas de como ocupar o mundo com propósito, segurança e consciência”, afirma.

A mudança de comportamento indica que viajar deixou de ser um ato conduzido por padrões rígidos para se tornar uma decisão estratégica. De acordo com Carmita, que acumula vivência direta em mais de 65 países, organizar o roteiro, entender o contexto cultural e antecipar deslocamentos passou a representar liberdade e melhor uso do tempo. “O luxo não está na improvisação. Ele está na capacidade de escolher com critério, sabendo exatamente onde está pisando”, diz.

Planejamento como ferramenta de liberdade

A valorização do planejamento aparece como um dos principais efeitos da presença feminina no turismo atual. Em vez de pacotes genéricos, cresce a busca por experiências personalizadas, construídas a partir de conhecimento real do destino. Para a curadora, esse movimento está diretamente ligado ao desejo de autonomia. “Quando a experiência é bem pensada, a mulher se sente segura para explorar, observar e viver o lugar com mais presença”, afirma.

Essa mudança também dialoga com a rejeição a modelos padronizados que  desconsidera o ritmo individual e o bem-estar de quem viaja. O turismo de experiência surge, nesse contexto, como resposta a um consumo mais criterioso, que valoriza profundidade em vez de quantidade.

Segurança e curadoria autoral

Um dos pilares dessa transformação é a segurança, tema central nas decisões femininas. Carmita Ribeiro, que consolidou sua atuação no turismo de alto padrão após 12 anos à frente de uma pousada de charme em Pernambuco, destaca que o acesso à informação qualificada amplia a independência da viajante. “Planejar é um ato de cuidado. A previsibilidade permite relaxar e aproveitar de verdade”, avalia.

Segundo ela, a curadoria baseada em vivência direta diferencia o turismo de experiência da simples exposição de destinos. “Conhecer o lugar em campo permite antecipar riscos, entender nuances culturais e garantir autenticidade. Isso muda completamente a relação com a viagem”, diz.

Consumo consciente e novos ciclos

No contexto do Dia Internacional da Mulher, o protagonismo feminino no turismo revela uma face importante do consumo consciente. Ao escolher destinos com olhar crítico sobre cultura e gastronomia, a viajante influencia toda a cadeia do setor, pressionando por serviços mais responsáveis e alinhados a valores reais.

Para Carmita, o futuro do turismo de luxo é feminino e focado em repertório. “A autoridade hoje é construída em campo. A mulher que viaja quer se conectar com histórias reais e retornar com mais do que fotos, mas com memória e qualidade de vida”, finaliza.

quarta-feira, 11 de março de 2026

Março nas Cataratas: um convite para viver o Parque Nacional do Iguaçu além das quedas d'água

“Programação oferece passeios exclusivos, cicloturismo, feira de produtores locais e trilhas imersas na Mata Atlântica” 

Março marca um período de transição e tranquilidade no Parque Nacional do Iguaçu. Com o fim da alta temporada e mudanças nas temperaturas, a unidade de conservação convida os visitantes para momentos de contemplação, contato profundo com a natureza e experiências mais serenas. Um mês perfeito para conhecer o parque com calma, aproveitar o clima agradável e vivenciar a grandiosidade do lar das Cataratas do Iguaçu de forma mais intimista. 

As trilhas, passeios e mirantes oferecem tempo e espaço para observar cada detalhe da paisagem, sentir o ritmo da floresta e reconectar-se com a natureza. O ingresso de entrada do Parque Nacional do Iguaçu contempla cinco trilhas, incluindo a tradicional visita às Cataratas do Iguaçu, uma das Sete Maravilhas Mundiais da Natureza, e uma ciclovia. No fim do mês, a troca de estação trará mudanças na vegetação — o verde brilhante do verão passará a ter um tom mais alaranjado, anunciando o outono.

Atendimento

Em março, o Parque Nacional do Iguaçu está aberto nos dias da semana das 9h às 16h. Aos fins de semana, abre meia hora mais cedo, às 8h30, para atender ao aumento na visitação. Para evitar filas, recomenda-se adquirir o ingresso e reservar o melhor horário de acordo com a programação do visitante. A Urbia+Cataratas indica a compra do primeiro horário para quem quiser evitar movimento.

Além da compra antecipada pelo site oficial cataratasdoiguacu.com.br, o Parque Nacional do Iguaçu também conta com a opção do Bike Iguaçu, aluguel de bicicletas, para evitar filas também na hora do embarque. É uma boa alternativa para quem busca um contato maior com a biodiversidade pedalando por ciclovia e trilhas até as Cataratas do Iguaçu.

Trilhas imersivas — A estrutura de visitação apresenta cinco trilhas imersivas, inclusas no ingresso de entrada, tendo horário e orientações nos pontos de sinalização no início de cada um dos atrativos. As novas opções inauguradas recentemente são a Ciclovia das Cataratas e o Circuito São João, que envolve um trajeto de 2,8km em meio à mata, por elementos históricos e naturais que faziam parte da estrutura da primeira hidrelétrica de Foz do Iguaçu. A trilha também dá acesso ao Espaço Usina, estrutura revitalizada que opera como cafeteria e ponto de apoio em meio à trilha. 

Pedale no Parque 

A ciclovia das Cataratas convida o visitante para conhecer o parque de um jeito diferente: pedalando em meio à Mata Atlântica e realizando o passeio no próprio ritmo, em mais contato com a natureza. O acesso é realizado com aquisição do serviço oficial de locação de bicicletas, o Bike Iguaçu, por duas horas ou uma diária. Também é possível pedalar com o próprio equipamento do visitante, sendo necessários apenas os ingressos do parque. A ciclovia dá acesso a outras três trilhas por onde é possível pedalar: Caminho das Bananeiras (2,6km), Caminho do Poço Preto (19,2km) e Trilha da Canafístula (2,2km), no entanto, entre os dias 8 e 23 de março, esta última estará fechada para trabalhos de conservação, ciclismo e caminhada voltam a ser permitidos no dia 24.

Outra opção é o Bike Poço Preto, passeio guiado de bicicleta pelo Caminho do Poço Preto, que proporciona um percurso completo e informativo sobre a biodiversidade do Parque Nacional do Iguaçu até alcançar as margens do rio Iguaçu. O percurso de ida e volta totaliza 19,2 km, com paradas para momentos de informações e curiosidades que tornam o Parque Nacional do Iguaçu um Patrimônio Mundial Natural reconhecido pela Unesco. As vagas são limitadas e o ingresso de entrada do Parque deve ser adquirido separadamente.

Feirinha do Parque

Aos sábados, a Feirinha do Parque Nacional do Iguaçu reúne 20 produtores e artesãos locais no Centro de Visitantes. Das 8h30 às 16h, os visitantes poderão conhecer e adquirir peças de artesanato, alimentos de produção artesanal, produtos naturais e acessórios, valorizando o trabalho e a cultura da região.

Mais exclusividade para conhecer as Cataratas do Iguaçu — Além do ingresso regular, o visitante pode optar por um passeio mais tranquilo, com experiências exclusivas e vagas limitadas, em horário diferenciado. O Amanhecer das Cataratas oferece entrada antes da abertura do parque, com acesso à Trilha das Cataratas e café da manhã, todas as quintas, sextas e sábados. O Pôr do Sol das Cataratas é um passeio realizado todas às terças, sextas e sábados, após o fechamento da unidade de conservação, com embarque até as 17h, havendo opção de bebidas. Nas duas experiências, o ingresso do parque está incluso, sendo possível acessar outros atrativos, antes ou depois do passeio. 

O Céu das Cataratas, realizado todos os sábados, permite um acesso ainda mais exclusivo, para até 20 pessoas, para visualização dos astros e corpos celestes em um dos céus mais puros do Sul do Brasil, ao lado das Cataratas do Iguaçu, conduzido por astrônomo a olho nu e com uso de telescópio.

Almoce no Parque 

Para quem precisa recarregar as energias, o Parque Nacional do Iguaçu conta com duas opções de restaurante: o Cocar, logo no Centro de Visitantes, para atendimento antes ou depois do passeio, das 12h às 16h. E o Canoas Mirim, ao final da Trilha das Cataratas. Os dois restaurantes operam no modelo bufê, no entanto, enquanto o Cocar trabalha com o modelo por quilo, para almoço e sobremesas, o Canoas Mirim dispõe de bufê livre. Bebidas são à parte.

Para aproveitar o passeio, recomenda-se o uso de calçados e roupas confortáveis, sempre reaplicando protetor solar e repelente quando necessário. Bonés e óculos escuros também são indicados. 

Por segurança, orienta-se ainda caminhar apenas por áreas demarcadas, não tocar animais e não se alimentar em trilhas. Também é proibido fumar e ultrapassar ou subir em guarda-corpos e corrimãos. Deixe o parque do mesmo jeito que o encontrou: descarte o lixo corretamente nas lixeiras e não leve plantas ou animais.

Sobre o Parque Nacional do Iguaçu

 O Parque Nacional do Iguaçu, administrado pelo Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio), conta com a gestão de visitação turística da concessionária Urbia+Cataratas. Reconhecido como Patrimônio Mundial Natural pela UNESCO, é referência internacional em turismo sustentável. Além disso, é considerado a principal atração do Brasil e da América Latina, segundo usuários do Tripadvisor no Prêmio Best of the Best 2025.

Mais informações:

contato@catarataspni.com.brcataratasdoiguacu.com.br 

Divulgação Urbia+Cataratas/Eagle Eye Company 

segunda-feira, 9 de março de 2026

Mês da Mulher: Protagonismo feminino no trade de Turismo

 “Mulheres que estudam, trabalham, assumem riscos e  entregam resultados”

O turismo brasileiro vem passando nos últimos anos por um processo de amadurecimento institucional. E parte desse importante movimento está diretamente ligado ao avanço das mulheres em posições de liderança, não como resultado de concessões, mas como consequência de empenho, formação e competência.

Tenho observado, e vivido, essa transformação. Ela vem sendo construída dia a dia por mulheres que estudam, trabalham, assumem riscos, enfrentam ambientes predominantemente masculinos e, sobretudo, entregam resultados.

Ana Carolina Medeiros

A reeleição de Ana Carolina Medeiros à presidência da Associação Brasileira de Agências de Viagens (Abav Nacional), para o biênio de 2026-2027, é um exemplo claro desse avanço. Sua atuação à frente da principal entidade representativa das agências de viagens no Brasil é baseada em diálogo e gestão estruturada e demonstra como a liderança feminina está plenamente integrada às decisões estratégicas do setor.

Outro marco relevante é a diretoria da Associação Latino Americana de Gestão de Eventos e Viagens Corporativas (ALAGEV), que representa um setor que movimentou quase R$ 148 bilhões em 2025. Desde 2024, a entidade conta com uma diretoria 100% feminina, que tem competência e preparo para comandar um órgão de tão grande magnitude. Entre 2021 e 2026, conseguiram aumentar 257% o número de associados, de 242 para 623.

Chieko Aoki

Destaco ainda Chieko Aoki, fundadora da rede Blue Tree Hotels, que conta com 22 hotéis espalhados de Norte a Sul do Brasil. Tenho profunda admiração por sua trajetória, que transcende o sucesso corporativo. Hoje, é o tipo de exemplo que inspira não apenas mulheres, mas todo o mercado com sua bagagem e liderança ética, longeva e estratégica.. 

Marta Rossi
Também me inspira observar mulheres que estão à frente de alguns dos maiores encontros do nosso  setor. É o caso de Marta Rossi, que conduz o Festuris, em Gramado, com a sensibilidade de quem entende que evento é, antes de tudo, conexão entre pessoas

Da mesma forma, Ana Carolina Kuwabara lidera o Fórum 60+, voltado para o debate sobre longevidade e o mercado da melhor idade.

E não posso deixar de mencionar Tathiana Turbian. À frente do Grupo Innsbruck, uma holding que reúne editora e empresa de eventos corporativos, no Brasil e no exterior, muitos deles voltados ao turismo, assume uma postura de liderança que conecta conteúdo, negócios e pessoas. 

E, na esfera pública, merece destaque a atuação de Bárbara Braga, à frente da Secretaria de Turismo de Alagoas, e de Marina Marinho, que conduz a pasta no Rio Grande do Norte. Elas são exemplos de gestoras públicas que compreendem o turismo como vetor de desenvolvimento econômico e posicionamento estratégico de destino. E, por terras paulistas, palmas para Ana Biselli, um dos nomes cotados para a Secretaria de Turismo e Viagens do Estado de São Paulo, na posição hoje ocupada por Roberto de Lucena. 

O que me orgulha não é apenas ver mulheres em grandes cargos. É vê-las sendo ouvidas, respeitadas e aplaudidas por sua competência. É perceber que as novas gerações já encontram um ambiente mais aberto, apesar de ainda desafiador, mas mais plural do que aquele que víamos há duas décadas.  Ao longo de mais de 20 anos dedicados ao turismo, fui construindo meu caminho com trabalho constante e muita disposição para aprender. Sempre me dediquei a estudar tendências, analisar dados, observar movimentos de mercado e transformar informação em estratégia. Isso nunca foi sobre provar algo, mas sobre contribuir da melhor forma possível para um turismo mais estratégico, com resultados efetivos. 

Que possamos ter espaço para seguir avançando. Que possamos ver mulheres cada vez mais preparadas, com formação sólida e mérito para assumir responsabilidades concretas para alavancar o turismo brasileiro, nos mais variados setores, do corporativo ao lazer. Isso é mais do que representatividade, é um legado construído por diferentes olhares para um mesmo fim.

Texto de Thais Medina, CEO da agência de Marketing e representação de destinos Business Factory e professora na pós-graduação da Fundação Getulio Vargas e Senac-SP. É jornalista e Master Coach, com MBAs em Marketing (FGV), Gestão Estratégica (USP) e Gestão de Empresas com técnicas de Coaching (SBC), e estudou Management na University of Ohio. 

LinkedIn: https://www.linkedin.com/in/thais-medina/   Instagram: @athaismedina

quinta-feira, 5 de março de 2026

Último fim de semana da Festa da Uva promete programação intensa, cultura e grandes shows nacionais

 “Atividades culturais, celebrações tradicionais e atrações para todos os públicos marcam a reta final do evento”

O clima de despedida já toma conta de Caxias do Sul:  a partir de amanhã (06) começa o último fim de semana da Festa da Uva 2026, um período que promete movimento intenso, atrações culturais por todo o Parque de Eventos e experiências que fazem parte da identidade do evento. Com horários ampliados — sexta das 14h às 22h, e sábado e domingo das 10h às 22h — o público poderá aproveitar cada espaço antes do encerramento oficial. O ingresso de acesso ao parque permanece a R$ 30.

A agenda dos três dias reúne tudo aquilo que transformou esta edição em uma celebração marcante: apresentações artísticas, música, cultura, gastronomia típica, as visitas guiadas às réplicas de Caxias do Sul e ao Parreiral, além das atrações itinerantes que percorrem os pavilhões. Para completar, cada dia encerra com grandes nomes da música nacional na Arena Multicultural.

Experiências que marcaram a edição seguem até domingo

A tradicional distribuição de uvas será realizada diariamente, assim como a Pisa da Uva Dançante. Os visitantes também poderão participar dos Brindes no Mirante, das Visitas Guiadas Gratuitas e acompanhar as atividades especiais do Palco da Experiência — como o Saguzaço ao vivo no sábado e a Roda de Chimarrão no domingo.

A programação itinerante segue movimentando as ruas do Parque com teatro, intervenções cênicas e performances que resgatam a história dos imigrantes, aproximando o público das raízes culturais que moldaram a cidade.

Programação cultural para todos os gostos

Jogos Coloniais

O Palco da Praça de Alimentação terá uma sequência de apresentações variadas, passando por grupos folclóricos, música regional, teatro, flamenco, artistas locais e nomes tradicionais da cultura gaúcha. Já o Palco da Vila dos Distritos recebe atrações que celebram o interior de Caxias, destacando danças, grupos típicos e expressões culturais que fazem parte da herança dos distritos.

No sábado, a tradicional Final dos Jogos Coloniais movimenta o Centro da cidade, em frente à Catedral, reunindo competidores e público para uma das provas mais queridas da programação — um momento que celebra as raízes e o espírito comunitário da Festa.

Já no domingo, o Desfile Cênico Cultural encerra sua participação na programação da Festa da Uva, levando história, música e tradição para a Rua Sinimbu.

Grandes shows fecham a programação

A programação inicia na sexta-feira, às 23h, com Henrique & Juliano, prometendo uma noite de hits e emoção. No sábado, também às 23h, o palco recebe Alexandre Pires com o projeto Pagonejo, seguido da dupla Matogrosso & Mathias, garantindo um espetáculo que mistura romantismo, samba e tradição sertaneja. Já no domingo, a festa começa mais cedo, às 18h, com uma maratona musical reunindo Rainha Musical, San Marino e Tchê Garotos, celebrando a cultura gaúcha e marcando o encerramento oficial das atrações nacionais com muita energia e dança.

Destaques da Música Regional no Último Final de Semana

As atrações regionais também ganham destaque no último fim de semana, levando ao público a força da música gaúcha e da identidade local. Na sexta-feira (06/03), às 20h, Mano Lima e Grupo se apresentam levando ao palco a autenticidade do campo e a poesia que marcaram sua trajetória. No sábado (07/03), a programação segue com o Grupo Paiol, às 16h30, trazendo sonoridades tradicionais da cultura serrana, e, às 20h, quem assume o palco é Os Monarcas, uma das bandas mais emblemáticas da música regional. Já no domingo (08/03), às 18h, a energia vibrante da Banda Cabras da Peste garante um fim de tarde animado, celebrando o talento e a diversidade artística do Sul.

Convite à comunidade

Com os últimos dias se aproximando, a organização, representada pela Rainha e Princesas, reforça o convite para que moradores, turistas e famílias aproveitem a reta final da Festa da Uva. São momentos que unem tradição, cultura, história e celebração — tudo reunido em um mesmo espaço para marcar o encerramento de mais um ciclo desta festa que é símbolo de Caxias do Sul.

A 35ª edição da Festa Nacional da Uva é realizada com incentivo da Lei Rouanet do Ministério da Cultura do Brasil e financiada pela Lei Pró-Cultura, da Secretaria de Estado da Cultura do Rio Grande do Realização Prefeitura Municipal de Caxias do Sul e do Ministério da Cultura – Governo Federal .

 Confira a programação completa do último final de semana

 Sexta-feira (06/03)

Geral

14h – Abertura do Parque de Exposições da Festa Nacional da Uva
14h às 22h - distribuição de uvas
16h - Visita Guiada Gratuita na Réplica de Caxias do Sul e no Parreiral – saída do Pórtico de entrada
18h – Pisa da Uva Dançante no Palco da Experiência
18h30min. – Brinde no Mirante
23h – Show Nacional na Arena Multicultural | Henrique e Juliano 

Atrações Itinerante

Atração Itinerante cultural Performance Artística Os Imigrantes & O Laçador
14h - Atração Itinerante cultural Circus Magic Show
16h - Atração Itinerante cultural Trupe de Maricas
18h - Atração Itinerante cultural Cia Espícula
20h - Atração Itinerante cultural Cia Garagem de Teatro

Palco na Praça de Alimentação - Pavilhão 02

14h - Odelta Simonetti, com a peça Cucanha Clown
18h - Fernando Viganó e Folê Gaúcho
20h - Mano Lima e Grupo
22h - Grupo Moda Brasileira

Palco Vila dos Distritos

19h - Imigrantes de Caxias do Sul

Sábado (07/03)

Geral

10h – Abertura do Parque de Exposições da Festa Nacional da Uva
10h às 23h - distribuição de uvas
10h às 13h – Saguzaço feito, ao vivo, no Palco da Experiência
14h – Final dos Jogos Coloniais na Rua Sinimbu, em frente a Catedral
14h - Visita Guiada Gratuita na Réplica de Caxias do Sul e no Parreiral – saída do Pórtico de entrada
15h – Pisa da Uva Dançante no Palco da Experiência
16h - Visita Guiada Gratuita na Réplica de Caxias do Sul e no Parreiral – saída do Pórtico de entrada
17h – Jogos Coloniais no Palco da Experiência
18h – Pisa da Uva Dançante no Palco da Experiência
18h30min – Brinde no Mirante
23h – Show Nacional na Arena Multicultural | Alexandre Pires - Pagonejo | Matogrosso e Mathias

Atrações Itinerante

Atração Itinerante cultural Performance Artística Os Imigrantes & O Laçador
11h - Atração Itinerante cultural Cia Uerê
12h - Atração Itinerante cultural Neno e Nena
14h -Atração Itinerante cultural Circus Magic Show
18h - Atração Itinerante cultural Quarteto New Orleans
19h - Atração Itinerante cultural Cia GentEncena

Palco na Praça de Alimentação - Pavilhão 02

11h - La Serrana Flamenco del Sur
13h30 - Imigrantes de Caxias do Sul
15h - Italiane da Loro
16h30 - Grupo Paiol
18h - Miseri Coloni e Girotondo com El Filò Talian
20h - Os Monarcas

Palco Vila dos Distritos

15h - Imigrantes de Caxias do Sul
17h - Grupo Andanças Serranas

Domingo (08/03)

Geral

10h – Abertura do Parque de Exposições da Festa Nacional da Uva
10h às 22h - distribuição de uvas
10h às 13h – Roda de Chimarrão e Cultura Gaúcha, no Palco da Experiência
14h - Visita Guiada Gratuita na Réplica de Caxias do Sul e no Parreiral – saída do Pórtico de entrada
15h – Pisa da Uva Dançante no Palco da Experiência
16h - Visita Guiada Gratuita na Réplica de Caxias do Sul e no Parreiral – saída do Pórtico de entrada
16h – Desfile Cênico Cultural na Rua Sinimbu
18h – Pisa da Uva Dançante no Palco da Experiência
18h30min. – Brinde no Mirante 
18h- Show nacional na Arena Multicultural | Rainha Musical | San Marino | Tchê Garotos

Atrações Itinerante

Atração Itinerante cultural Performance Artística Os Imigrantes & O Laçador
11h - Atração Itinerante cultural Neno e Nena
14h - Atração Itinerante cultural Cia Garagem de Teatro
19h - Atração Itinerante cultural Trupe de Maricas

Palco na Praça de Alimentação - Pavilhão 02

11h - CTG Paixão Côrtes
14h - André Arrosi Quarteto
16h - Pietro Ferretti
16h - Desfile Cênico Musical da Rua Sinimbu
18h - Banda Cabras da Peste
20h - Fabiano Quilante