" Data foi instituída em 2018, durante o 8º Congresso Internacional de Jornalistas e Profissionais do Turismo"
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| Cataratas do Iguaçu |
O jornalismo de turismo não se
resume a indicar hotéis, restaurantes, atrações ou roteiros. Seu trabalho é
investigar o destino, ouvir personagens, contextualizar acontecimentos e
mostrar as transformações provocadas pelo turismo na economia, na cultura, no
meio ambiente e na vida das comunidades.
Essa responsabilidade ganhou ainda mais importância com a transformação do
consumo de informação. Hoje, o viajante pesquisa destinos antes mesmo de comprar
uma passagem. Ele procura experiências, compara preços, busca referências,
acompanha relatos nas redes sociais e consulta portais de notícias.
Nesse universo de informações, o jornalista especializado ajuda a estabelecer
uma diferença fundamental: o que é informação jornalística, o que é opinião e o
que é conteúdo publicitário ou promocional.
É também por meio do jornalismo que destinos podem ser apresentados para além
do cartão-postal. Uma reportagem pode mostrar uma nova atração, mas também
discutir preservação; pode apresentar um restaurante, mas contar a história de
quem está por trás dele; pode falar de um hotel, mas contextualizar sua
importância para a economia local.
Turismo, sustentabilidade e informação
Quando o Dia Mundial do Jornalista de Turismo foi criado, a discussão sobre
sustentabilidade já ocupava espaço importante na agenda internacional. Hoje,
ela se tornou ainda mais necessária.
O turismo movimenta economias, gera empregos, aproxima culturas e transforma
territórios. Mas também impõe desafios relacionados à preservação ambiental, à
ocupação dos espaços, à valorização das comunidades locais e à conservação do
patrimônio cultural e natural.
Nesse contexto, o jornalista de turismo tem a oportunidade e a responsabilidade
de ampliar o olhar do viajante.
Nas Cataratas do Iguaçu, esse compromisso ganha uma dimensão ainda maior.
Afinal, estamos falando de um patrimônio natural reconhecido mundialmente,
eleito por votação internacional como uma das sete maravilhas naturais do
mundo.
Uma história que também pertence ao
Brasil
A criação da data em Puerto Iguazú tem um significado especial para o Brasil,
particularmente para Foz do Iguaçu e para toda a região de fronteira.
Embora a declaração tenha ocorrido no lado argentino das Cataratas, o
patrimônio natural é compartilhado entre Argentina e Brasil. A própria
candidatura para a Nova 7 Maravilha da Natureza, que foi apresentada
conjuntamente pelos dois países.
É uma história que mostra como o turismo é capaz de ultrapassar limites
geográficos. E o jornalismo acompanha esse movimento.
No Brasil, essa trajetória também encontra eco na Associação Brasileira de
Jornalistas de Turismo (ABRAJET), entidade que há décadas reúne profissionais
especializados e atua na valorização do jornalismo voltado ao setor. “O
jornalista de turismo tem o compromisso de informar com ética e verdade, para
que o leitor encontre no destino aquilo que foi apresentado. Ao fazer um
jornalismo responsável, também contribuímos para fomentar e impulsionar o
turismo do nosso estado e do nosso país. Este é o propósito da associação, que
há mais de quatro décadas atua no Paraná.” reforça a presidente da ABRAJET-PR,
Silvana Canal.
Mais do que divulgar destinos, o jornalista de turismo ajuda a construir
narrativas sobre lugares, pessoas e experiências. E essas narrativas
influenciam escolhas, despertam desejos de viagem e contribuem para formar a
imagem que o mundo constrói sobre cada destino.
De um espetáculo natural para o mundo
Existe, portanto, uma coincidência que transforma o 5 de setembro em uma data
particularmente especial para a região.
O Dia Mundial do Jornalista de Turismo nasceu nas Cataratas do Iguaçu, um
destino que milhões de pessoas sonham conhecer e que foi escolhido pelo voto
popular mundial como uma das sete maravilhas naturais do planeta.
É difícil imaginar cenário mais simbólico para celebrar uma profissão cuja
principal matéria-prima são justamente as histórias que despertam o desejo de
conhecer o mundo.
Nas Cataratas, onde a água atravessa fronteiras sem pedir passagem, nasceu uma
data que também fala sobre conexão.
Porque o turismo aproxima pessoas. E o jornalismo transforma essa aproximação
em histórias capazes de atravessar fronteiras.
.
Crédito fotográfico: Divulgação
Redação: ABRAJET-PR – Associação Brasileira de Jornalistas de
Turismo – Seccional do Paraná



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